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24 de out. de 2013

Felicidade: com ou sem cobertura?

Oi!!!

   Desculpe o atraso, estava em trânsito. :D.

   Estava pensando sobre o que escrever quando vi este post:






   Primeiro porque a relação sorvete e felicidade são bem próximas. Ambas necessitam de uma situação específica para acontecer (no caso do sorvete um local refrigerado), são gostosas, porém fugazes. A vida é assim, desculpe aqueles mais otimistas que acham que tudo é uma maravilha, mas se formos colocar preto no branco as coisas são assim, muito arroz com feijão (te alimenta, é até bom, mas enjoa). E claro tem os momentos pão duro, que é osso, muita gente passa e não desejo para ninguém.

   Quanto a felicidade, segue o mesmo pensamento do amor platônico, é baseada em desejo. É como num jantar, já senta pensando na sobremesa que é o ápice da refeição, o doce que trará a felicidade. Vem pouco, dura pouco e mesmo que você repita (o que não é elegante) não tem o mesmo gosto, pois você já satisfez os eu desejo. E aí você tem que esperar novamente a próxima refeição com sobremesa para se satisfazer. Em resumo é isso, a espera pela realização de um desejo, quanto mais demorado mais plena. É claro que se demorar muito vira frustração.

   Quanto a comprar, isso vai um pouco contra esse ideia. Pois se você tem acesso imediato a qualquer desejo, o desejo em si se perde. E sem desejo não tem felicidade. E venhamos e convenhamos, comer sobremesa o tempo todo enjoa.

Sidnei Akiyoshi.


15 de ago. de 2013

Autoajuda.

Oi!!!

   Você tem algum problema em sua vida? A resposta é sim? Eu tenho a solução!!!

   Autoajuda. Sempre está entre os livros mais vendidos em qualquer livraria. Será que as pessoas estão com tantos problemas assim? Eu diria que as pessoas tem UM grande problema, é achar que tem muitos problemas. Mas aí eu me questiono o por que de tantos terem tantos problemas? Mas vamos separar algumas coisas. Alguém pode ter uma doença grave, um câncer por exemplo. Ela tem um problema bem específico que requer ações bem específicas que podem ter os seus percalços, como a demora no atendimento público, por exemplo. Mas em geral, as pessoas procuram livros de autoajuda por outros motivos; como ganhar mais dinheiro, como ser mais magra, como ser mais bonita, como ser mais eficiente e por aí vai. E na minha opinião, a maioria das pessoas não precisa disso tudo. Elas desejam, mas não necessariamente precisam.

   Nesse ponto eu coloco uma fala do Michel Foucault em Vigiar e punir: "As instituições organizam-se de forma a reproduzir a submissão e produzir os corpos dóceis que culmina na subordinação social, na dominação, na alienação e aceitação." Vou dar um exemplo: o slogan da Coca-cola é "Viva o lado Coca-cola da vida" e antes, "Abra felicidade". Apesar você gastar dinheiro com algo que vai te deixar mais gorda, mais feia e menos eficiente (dentro de padrões sociais impostos) você ainda acredita na felicidade que aquilo te promete. Ou seja você é um corpo dócil que aceita e reproduz essa ideia; e o pior, julga quem não faz isso. E isso vale para qualquer coisa, desde trabalhar muito mais do que você realmente precisa a fazer uma lipoaspiração, passando por comprar o último lançamento de celular. Você se subordina, aliena e aceita.

   Ninguém precisa deixar de beber coca, ou de trabalhar muito, ou comprar qualquer coisa tecnológica, mas precisa saber o que quer na vida e principalmente ter controle sobre ela. Não é porque todo mundo faz algo que você também tenha que fazer. Pois esse desejo por algo que você não precisa é o que causa a infelicidade, que te leva a comprar aquele livro de autoajuda, que supostamente te ajudará a conseguir.

   Tenho aqui algumas dicas de autoajuda para você viver melhor: SEJA VOCÊ.


Sidnei Akiyoshi.