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16 de jul. de 2013

Onde quer chegar?

Oi!!!



Alice: Você poderia me dizer, por favor, qual o caminho para sair daqui?
Gato que sorri: Depende muito de onde você quer chegar
Alice: Não me importa muito onde...
Gato que Sorri: Nesse caso não faz diferença por qual caminho você vá
Alice: desde que eu chegue a algum lugar
Gato que Sorri: Oh, esteja certa de que isso ocorrerá, desde que você caminhe o bastante.”
   Eu acho que o mal da maioria das pessoas é não saber onde quer chegar. Eu sempre me questiono onde estarei daqui a um, cinco e dez anos. Faço isso desde os 20 anos e quase sempre cheguei onde queria. Sei que isso é difícil de fazer, mas em geral, as pessoas nem tentam. Isso serve, primeiramente, para a vida pessoal. Pode começar separando: trabalho, estudos, diversão, viagens, coisas, amores; tá, esse último confesso que é bem mais complicado, mas pode começar pensando, não no que você quer n@ outr@, mas no que abrirá mão pel@ outr@.

   Mas depois pode expandir isso para o coletivo. Onde você quer que as suas coletividades estejam daqui a um, cinco e dez anos. Desde a sua família até o seu país. Falo isso por uma pequena reflexão sobre as manifestações, e mais precisamente, pelos cartazes. Em geral as pessoas sabem o que não querem, mas não tem muita ideia do que querem. Mas é bom lembrar que querer é um sentimento de volição, de desejo; você pode querer o impossível, é plausível, pois é um desejo. Mas em geral o querer vem junto com o merecer, e mais em geral ainda não merecemos o que queremos; pois merecimento requer empenho, trabalho, e na maioria das vezes isso não é feito. É como ganhar a sobremesa SE comer o brócolis, como viajar para Paris SE economizar dinheiro, como ter um país melhor SE se engajar eticamente em política; e tudo isso requer empenho: comer aquela coisa verde, não gastar com supérfluos, dedicar uma parte do seu tempo.

   Eu sei que os meus próximos dez anos vão ser dedicados ao trabalho e consequentemente aquisição de bens e economia. Como isso se dará, está se encaminhando, pois os caminhos só são decididos depois do destino.

Sidnei Akiyoshi

25 de jun. de 2013

Partidos políticos: cuma?

Oi!!!

   Em sequência aos posts políticos, que naturalmente se fazem necessário, hoje venho falar de partidos políticos. Muito pela hostilização que tiveram nas últimas manifestações. Mas o que é um partido político: "União voluntária de cidadãos com afinidades ideológicas e políticas, organizada e com disciplina, visando a disputa do poder político" (NILDO, Viana). É bem claro a definição. Vale lembrar que no Brasil não pode existir o Partido Nazista, o Fascista e o Monarquista.

   Agora, por que da hostilização aos partidos políticos? Bem, isso é complicado mas tentarei colocar o pouco que eu entendo. Primeiramente o brasileiro não tem o costume de se organizar em grupos, e quando se une a burocracia acaba os afastando. Afinal para ser organizada e com disciplina é necessário ter regras que geram a burocracia. Para quem conhece o funcionamento de uma assembleia, por exemplo, sabe que mesmo com regras é possível manipular através da burocracia. É o que eu chamaria de vencer pelo cansaço. Mas o que mais contribui para a negação aos partidos políticos são as afinidades ideológicas e políticas. As siglas em geram expressão as ideologias; PCdoB (Partido Comunista do Brasil) é a grosso modo aqueles que seguem a ideologia comunista, mais estatais; PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) que, a grosso modo também, são os que defendem uma ideologia de centro, ou um meio termo entre estatal e privado. Como em geral as pessoas não entendem de ideologia política, não escolhe nenhum.





Visão do brasileiro sobre partidos políticos.

   Mas os que tem alguma noção também estão descontentes. Aí temos duas coisas: o descompasso entre o que pregam e o que fazem, ou seja, você escolhe um partido pensando que ele fará uma coisa mas quando chega ao poder faz outra, desviando de sua ideologia. Outra coisa é a particularização das ideologias dentro dos partidos, onde cada político individualmente vota de acordo com os seus interesses, mesmo que contrário aos interesses do partido. Com isso tudo fica difícil para o cidadão comum "tomar partido". Isso sem contar as manobras do "toma lá, dá cá", ou seja você vota comigo nisso que depois eu voto naquilo com você. (No filme MILK, isso dá para ver bem claro como funciona). E eu acredito que isso seja o que mais deixa os eleitores desgostosos com os políticos.


   Talvez por isso a tão falada Reforma Política se faz necessário, e onde o voto distrital talvez seja a mudança mais importante, pois significa que o candidato que vai te representar seja da sua região e não aqueles mais votados na capital, ou pior, aqueles que se elegem com o voto dos outros. Mas existem muitos outros pontos da Reforma Política que devem ser debatidos.

   Mas para finalizar eu diria que o principal fator para não participação em Partidos Políticos seja a burocracia. Afinal, quem gosta?

Sidnei Akiyoshi

20 de jun. de 2013

Como funciona o Estado?

Oi!!!

   Os R$0,20 já foram reduzidos. Mérito desse povo todo que saiu às ruas para se manifestar. Mas isso é bem pontual e qualquer governante consegue transferir verbas de alguma outra área, ou da mesma, para cobrir esse "desfalque". "E agora Jose?" Como diria nosso querido Drummond.
   Vejo outras pautas nas reivindicações como a PEC-37, fim da corrupção e até impeachment. Mas isso é muito mais complexo do que se pode se imaginar. Lembro quando fizemos uma greve de alunos na FFLCH-USP por mais professores. Foram 106 dias de greve, com muitas manifestações, até conseguirmos a contratação de 92 professores para a faculdade, na pauta eram 256. Mesmo assim foi uma vitória, pois cursos que fechariam, não fecharam.
   Mas para conseguirmos isso, além das manifestações, foram muitas reuniões, assembleias, e principalmente, comissões. Foi através delas que as conquistas surgiram. Nelas eram estudados os regimentos da FFLCH e da USP e encontrado as brechas jurídicas para obrigar o Estado a intervir e assim ser liberada a contratação.


   Bradam que nas urnas se fará a diferença. Acho isso uma falácia, pois o sistema está viciado. Independente de quem entrar, se não entrar no sistema será engolido por ele. Pois muita coisa errada em política, na verdade é feita na legalidade, utilizando as brechas que existem nas leis. Por isso digo, o próximo passo é entender o funcionamento do Estado, para daí saber onde atuar como cidadão. Isso dá trabalho? Sim é muito trabalhoso. Mas pode-se unir a outros que estavam acordados antes já fazendo isso. Mas em casa mesmo você já pode começar... aposto que nunca nem pegou a constituição brasileira na mão. Pode começar por aí, saber os direitos e deveres seus e de quem você coloca para governar.
Boa leitura.

Sidnei Akiyoshi

5 de mai. de 2013

Aceite! A culpa é sua.

Oi!!!

   Hoje eu vou relembrar minha terapia. Sim terapia é algo que ajuda e muito em nossas vidas, recomendo. Eu fiz uma chamada filosofia clínica, que consiste em você contar sua história repetidas vezes e com isso o terapeuta vai mostrando onde você funciona e onde não. Um dos pontos que julgo fundamentais foi a descoberta da culpa, ou responsabilidade, ou simplesmente admitir que estava errado. Somos criados com uma espécie de terceirização da culpa. Vamos exemplificar: chegar atrasado a um encontro, qualquer um. Geralmente chegamos com frases do tipo: estava um trânsito; o despertador não tocou; foi difícil achar uma vaga para estacionar; choveu; e assim por diante. Em geral não assumimos a culpa, terceirizamos (seriam tempos de neoliberalismo?). Comecei a prestar mais atenção onde terceirizava minhas culpas e comecei a assumi-las, talvez o atraso seja a mais comum delas mas também a mais desagradável, pois envolve terceiros. E aquela desculpa de ter atrasado só dez minutos é falsa, pois a pessoa chegou dez minutos antes, portanto já está te esperando a vinte. E desculpas funciona quando acontece uma ou outra vez, mais que isso é desrespeito. Portanto tem que focar em aceitar seu erro e localizar o que você faz que gera ele. No caso do atraso é razoavelmente simples, sair mais cedo já resolve mais da metade dos atrasos. E isso vale para todo a vida, de ganhar uns quilos a mais à corrupção no país. Sim, é tudo culpa minha.

Sidnei Akiyoshi