Oi!!!
Escrevi depois de ver um filme que não lembro o nome...
Presenças e distanciamentos.
O que é mais pernicioso?
Estar perto é infeccionar-se com a existência alheia,
é espelhar igualdades e refletir diferenças.
É ter que negociar destinos em conjunto.
Estar longe é manter-se isolado.
É livrar-se dos inconvenientes;
mas ter que dialogar com o espelho.
É livre.
Mas há destino?
Estamos bem?
Sidnei Akiyoshi
Contemporaneidade. Essa pós-modernidade chamada de líquida cada vez mais me intriga. Há liberdade, mas ninguém quer. E como loucos amarrados, continuamos a bater a cabeça nessa vida, concreta. Postagens todo dia 07 e 21.
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30 de jun. de 2013
25 de mai. de 2013
LIMBO
Oi!!!
Vamos jogar vídeo game???
Eu particularmente gosto de jogos em geral; podem ser em tabuleiros, cartas, RPG, de rua e vídeo games. Não jogo tanto quanto gostaria pois tenho certa tendência a viciar, quem assiste Big Bang Teory entendo um pouco sobre o que estou falando. Então, me mantenho em um afastamento seguro. Mas essa postagem não é sobre vício ou a tentativa de criar um grupo on-line para jogar tudo o que aparecer...simmmm jogar, jogar, jogar....(pausa para o remedinho e limpar a baba, rsrsrs).
Vim falar sobre um jogo específico que foi lançado ano passado: LIMBO. Eu ainda não joguei, mas já vi trechos dele no you-tube. É um jogo bem simples, nada desses jogos 3D com super definição, repletos de personagens e cenários deslumbrantes. Ele usa aquele tipo de jogo que é um bonequinho que corre da esquerda para a direita e pula, nem sequer atira. Até aí, tudo normal, o que surpreende é a temática. Uma criancinha que corre por um local desolado, iniciando numa floresta, em contraste num fundo esfumaçado que dele vemos apenas o contorno e o brilho dos olhos.
É desolador ver o personagem correndo sem a gente saber exatamente o que ele procura, talvez apenas procure sobreviver. O jogo é de um silêncio absurdo, repleto de perigos, como aranhas gigantes, buracos, coisas desabando, seres chupando seus cérebros. Tem um trecho que atravessa um lago cheio de corpos de outras crianças, e descobre que ele será mais um. É uma fase difícil de passar, até descobrir que tem que pegar o corpo dessas crianças e jogar na armadilha para desativar.
Mas apesar de parecer um jogo violento, não é. Reflete muito o que escrevo aqui, essa solidão, essa falta de perspectiva, essa sensação de que corremos para chegar a lugar nenhum. Vejam esse trechinho, na internet tem partes mais completas. E se forem jogar me chamem, to louco para jogar esse!!!
Sidnei Akiyoshi
20 de abr. de 2013
An empty cup of coffee.
Oi!!!
Estava sentado em frente ao computador olhando imagens a esmo. Não que houvesse real interesse, apenas tentava prender algo com qualquer outro algo. Aquilo já perdurava mais que um pacote de bolachas e um resto de café frio. O telefone cumpre sua função de despertar, já são horas de levantar, fazer um café, sair. Continuo olhando imagens, pulando de página em página. Numa distração ou erro, fecho o nevegador. Enfim, resolvo levantar, fazer um café, sair. Faço o café. Sento em frente ao computador para ver imagens a esmo.
Estava sentado em frente ao computador olhando imagens a esmo. Não que houvesse real interesse, apenas tentava prender algo com qualquer outro algo. Aquilo já perdurava mais que um pacote de bolachas e um resto de café frio. O telefone cumpre sua função de despertar, já são horas de levantar, fazer um café, sair. Continuo olhando imagens, pulando de página em página. Numa distração ou erro, fecho o nevegador. Enfim, resolvo levantar, fazer um café, sair. Faço o café. Sento em frente ao computador para ver imagens a esmo.
Sidnei Akiyoshi
2 de out. de 2011
18 segundos x 21 gramas.
O que mais desejam hoje em dia é a individualidade, que respeitem seu espaço, sua privacidade. Porém isso é o motivo do que, talvez, seja o maior mal do nosso tempo: a solidão. Quantos minutos separam a instrospecção da solidão? Dois? Dezeoito? Vinte e um? Uma vida? O meu é perigosamente alto. Acho que de todo artista seja, senão não consegue ser artista; e ai, tem que ser gente. Ao meu ver esse filme fala disso: que só quando perdemos 21 gramas* é que percebemos que cada segundo contém uma vida, perdida numa humanidade.
* é conhecido como o peso da alma.
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