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20 de set. de 2013

Fugaz.

Oi!!!

   Tá eu sei, dia 15 eu não postei nada. Sorry. :).

   Hoje vou falar sobre fugacidades. Para quem não sabe fugaz é aquilo que é efêmero. Tá ficou mais difícil. É aquilo que passa muito rápido. Ontem eu assisti na TV ao show do Metallica, foi muito bom. Mas me lembrou que eu fui a um show deles a quase vinte anos atrás. Eu até conseguia sentir o cheiro de suor com cerveja que é característico de shows. Me dei conta que se passou muito tempo. E passou muito rápido.

   Apesar dessa constatação da velocidade, não acho que foi vazio, pelo contrário, acredito que fiz tudo o que gostaria de ter feito; fui aos shows que gostaria de ter visto, morei em locais que gostaria de ter morado, visitei locais que queria ter visitado, comi coisas que gostaria de ter comido e amei pessoas que gostaria de ter amado. Talvez pela quantidade de coisas feitas o tempo tenha corrido como correu.

   Então quando olho para as inúmeras possibilidades de escolhas que as pessoas tem hoje (acreditem, antes era bem reduzidas: eu tinha um Atari, hoje existem vários consoles), fica a sensação de que as escolhas tem que ser muito mais cuidadosas. Qual banda escolher assistir quando elas tocam no mesmo momento? Eu acredito que seja qual for, tem que ser aproveitada com deleite. Assim como quando você colhe uma flor, ela começa a morrer naquele instante, então é necessário aproveitar sua cor, sua fragrância, seu toque, pois sua vida é fugaz. A sua também. E isso vale para tudo na vida, os amores, os amigos, as viagens, as comidas, as músicas... e daqui vinte anos você vai olhar e sorrir daquela escolha; a outra poderia até ter sido melhor, mas ela não fez parte da sua vida, e essa sim.






Sidnei Akiyoshi.


15 de abr. de 2013

Aquarelência

Oi!!!

   Hoje olhando essa aquarela de Stan Miller decidi falar um pouco sobre paciência.
   Quem nunca trabalhou com aquarela não tem noção de como é difícil. Sempre digo a meus alunos que aquarela é a última técnica que eles devem aprender, a pintura a óleo é a primeira, pois permite que você erre a vontade. A aquarela não. Pintar uma aquarela requer em primeiro lugar um bom material: bons pincéis (um bom custa aproximadamente 150 reais), bons pigmentos (os em barra são os melhores) e principalmente bons suportes, ou seja, papéis de qualidade. É claro que você pode treinar com algo mais barato, mas a diferença de resultado é gritante. Depois, muita paciência. O princípio da aquarela é saber o que não pintar, pois são as áreas que ficarão em branco. Então você tem que treinar a pincelada exaustivamente, pois depois de feito não pode ser corrigido. As sobreposições tem que ser perfeitas para propiciar os escuros necessários. É quase um trabalho de vidente, pois se trabalha com água pigmentada sobre um superfície que vai sugar essa água, é você a mercê do destino, mas que você aprende com o tempo a saber os caminhos que ela percorre. Aí então, quando você controlar o futuro, saberá pintar uma aquarela.



   E a vida o que tem a ver com isso? Não há mais tempo para aquarela. Não há mais tempo para a paciência. Não há mais tempo. Tudo é muito fugaz. Tudo é muito imediato. Não há espaço nem para a pintura a óleo. Vivemos num tempo de Assemblage*, onde só o pronto é rápido é o suficiente.

Sidnei Akiyoshi

*Assemblage: O termo assemblage é incorporado às artes em 1953, cunhado pelo pintor e gravador francês Jean Dubuffet (1901-1985) para fazer referência a trabalhos que, segundo ele, "vão além das colagens". O princípio que orienta a feitura de assemblages é a "estética da acumulação": todo e qualquer tipo de material pode ser incorporado à obra de arte. (Enciclopédia Itaú Cultural).