Contemporaneidade. Essa pós-modernidade chamada de líquida cada vez mais me intriga. Há liberdade, mas ninguém quer. E como loucos amarrados, continuamos a bater a cabeça nessa vida, concreta. Postagens todo dia 07 e 21.
31 de mar. de 2013
NAAN
27 de mar. de 2013
"Colecionadores de olhares desaparecidos”
Sim, estou a procura de uma agulha num palheiro!!!
14 de mar. de 2013
10 de mar. de 2013
Política: manual teórico.
Esse fim de semana ocorreu a manifestação de repúdio contra a nomeação do Pastor Marco Feliciano no congresso nacional. Ela teve início na internet no facebook fazendo o chamamento para a manifestação de corpo presente nas ruas. A manifestação foi feita. Não tinha tanta gente como se esperava, mas o recado foi passado. Foi?
Então... a política é mais complicada do que isso. É claro que manifestações indicam as intenções do povo, mas estão longe de fazerem mudanças significativas no processo político. Pois fazer política cansa, é chato e nem sempre se consegue o que se desejava, pois é um jogo de trocas. Sim, para se conseguir algo é necessário ceder, e nem sempre o que está em jogo é o mais correto, o mais justo ou aquilo que você acredita. Isso é política.
Dentro da política as comisões tem papel importante, pois são nelas que os temas pertinentes à sociedade são discutidos e os textos redigidos, para só então serem enviados para votação na câmara com seu devido parecer, ou seja já chega bem mastigado. Por isso são tão disputadas.
Tá, e o que tudo isso tem a ver com a sociedade contemporânea? Simples, fazer política é desgastante. Ficar de fora falando que quem tá dentro não faz direito é muito cômodo, Difícil é enfrentar os dinossauros da política lá dentro, e o pior, dentro do jogo deles, que não é nada limpo. Só quando entrarmos no sistema e lá mudarmos é que a política será feita com mais honestidade, enquanto não for feito isso continuaremos gastando muita sola de sapato em manifestações infinitas.
Mas fazer isso da muito trabalho. Verdade. A sociedade atual não quer esse tipo de trabalho. Verdade. Qual o próximo post mesmo...
5 de mar. de 2013
27 de fev. de 2013
Silêncio Prolixo
Um minuto de silêncio compartilhado é mais profundo do que uma vida de falas superficiais.
4 de jan. de 2013
Pequenas Torturas.
Flor viva. Esse é o significado. Mas sabendo que a flor começa a morrer assim que é cortada da planta torna-se interessante o significado. Mas isso vai muito além. O Ikebana é um arranjo dedicado aos deuses, para ser colocado no altar. Portanto sua montagem é repleta de rituais e prega uma espiritualidade. Unir flores vivas com galhos secos é pensar a relação entre vida e morte, entre corpo e espírito. Transformar o arranjo em algo belo passa pela tortura, pois as posições acrobáticas das plantas servem para dar harmonia ao todo, e é necessário torcê-las até quase quebrar para montar o que deseja. É preciso chegar a beira do assassinato para encontrar a beleza, sem isso não há beleza, além disso: a morte.
16 de dez. de 2011
Ratos - Conto que está na final do Mapa Cultural Paulista.

Ratos
Acorrento Odisseu. Há ratos. Odeio ratos. Antes não haviam ratos na América. Os europeus trouxeram os ratos. Nenhum flautista. Somente ratos. Os ratos eram de todos os cantos da Europa. Acredito nisso porque uns comeram meus Baudelaires, outros meus Nietzsches e até um Platão foi levemente beliscado. Mas a gota d`água foi quando aprenderam português. Enquanto comiam revistas e jornais eu não me importava. Outro dia cheguei em casa e minha doce Clarice estava em frangalhos. Fossem as baratas, tudo bem, teriam esse direito. Mas ratos, não! Comprei veneno. Um barato. Espalhei pela casa. Longe do Odisseu. Odisseu é meu cão. Meu cão europeu. Cão europeu que come ração cara. Algum desígnio divino o fez livre. E assim como Odisseu foi para muito longe, Odisseu foi muito além. Odisseu conheceu Cleópatra. Eu não.
25 de nov. de 2011
2. Um sono que por instantes foi tranquilo, revela uma mão tensa, quase um sinal, dizendo para esperar mais um pouco, nem tudo foi dito.
3. A dor se mostra terrível. Marca seus traços. A boca emite um ruído mudo contra uma visão que está em seus olhos fechados.
4. Passou. Ainda estou viva. Ainda tenho um sopro de vida e isso me acalma, me conforta, me faz ser o que sou: mãe.
5. Prescinto que não posso mais lutar. O momento está chegando. Tenho meu último sonho, tomo meu último ar.
6. Ela chegou! Arranca minha vida de forma violenta. Meu corpo se nega a aceitar. Me agarro como posso.
7. O último suspiro se foi. É apenas a alma pendendo seu último fio de vida, seu último sopro de existência.
8. Ficou o cansaço do corpo, mas que não sinto mais. Apenas carne sem vida. Exausto. Exaurido.
9. “Essa não é mais minha mãe”.





